
Uma das pessoas mais importantes da minha vida…
A minha avó era uma pessoa que não era capaz de transparecer os seus sentimentos, mas eu sei que me adorava. Ficou sem a primeira filha muito cedo, a segunda minha mãe, faleceu com 47 anos, outro desgosto para ela, e o meu tio o ultimo filho e ainda vivo foi de todos o que menos atenção lhe deu. Pouco depois de minha mãe falecer, recebeu um pacote de meu pai (EU), pacote que ela guardou até ao resto da sua vida.
No que diz respeito ao meu avo, era uma paz de alma. A minha avó contava que mais novo pintava o diabo com ela, mas quando a minha mãe faleceu o meu avô tornou-se um homem calmo e sereno, faleceu com 85 anos, mas embora me tenha criado juntamente com a minha avó as lembranças que tenho dele não são tão marcantes.
A minha avó foi quem me criou até aos meus 22 anos de idade (idade em que resolvi bater asas e sair do ninho) e muito lhe devo ao que sou hoje. Se actualmente tenho educação e sei estar em sociedade é a ela que lhe devo.
Enfim acompanhou-me toda a minha vida. Tínhamos grande cumplicidade e conhecia-me melhor que a palma das suas mãos. Não valia a pena disfarçar a voz ao telefone, que não lhe escapava nada.
Não queria ajuda de ninguém para nenhuma tarefa, gostava de estar completamente independente dos outros, ela não queria deixar a sua casa e ali queria permanecer até morrer.
O orgulho e a independência da sua mocidade permaneceu ate ao fim dos seus dias, até que o seu corpo debilitado fizesse aos 97 anos de vida dar um último suspiro nas minhas mãos.
A minha forma de estar na vida é muito parecida com a dela, embora andássemos sempre as turras uma com a outra, nunca imaginei que sentiria a dor que senti quando em meus braços ela se despediu de mim para sempre. Ainda hoje passados 6 anos da sua morte e escrevendo estas palavras as lágrimas caiem…
Foi minha Mãe, minha Avó, minha Amiga…
Ainda hoje daria anos da minha vida para a ter comigo…
Tenho pena de ter-lhe dito tão poucas vezes o quanto a amava, o quanto precisava dela… mas a vida é mesmo assim, só pensamos no que deveríamos ter dito ou feito quando já não temos oportunidade de o fazer ou dizer.
Esta é uma homenagem que eu faço á minha Avó, que esteja onde estiver, estará sempre comigo no meu coração.
A minha avó era uma pessoa que não era capaz de transparecer os seus sentimentos, mas eu sei que me adorava. Ficou sem a primeira filha muito cedo, a segunda minha mãe, faleceu com 47 anos, outro desgosto para ela, e o meu tio o ultimo filho e ainda vivo foi de todos o que menos atenção lhe deu. Pouco depois de minha mãe falecer, recebeu um pacote de meu pai (EU), pacote que ela guardou até ao resto da sua vida.
No que diz respeito ao meu avo, era uma paz de alma. A minha avó contava que mais novo pintava o diabo com ela, mas quando a minha mãe faleceu o meu avô tornou-se um homem calmo e sereno, faleceu com 85 anos, mas embora me tenha criado juntamente com a minha avó as lembranças que tenho dele não são tão marcantes.
A minha avó foi quem me criou até aos meus 22 anos de idade (idade em que resolvi bater asas e sair do ninho) e muito lhe devo ao que sou hoje. Se actualmente tenho educação e sei estar em sociedade é a ela que lhe devo.
Enfim acompanhou-me toda a minha vida. Tínhamos grande cumplicidade e conhecia-me melhor que a palma das suas mãos. Não valia a pena disfarçar a voz ao telefone, que não lhe escapava nada.
Não queria ajuda de ninguém para nenhuma tarefa, gostava de estar completamente independente dos outros, ela não queria deixar a sua casa e ali queria permanecer até morrer.
O orgulho e a independência da sua mocidade permaneceu ate ao fim dos seus dias, até que o seu corpo debilitado fizesse aos 97 anos de vida dar um último suspiro nas minhas mãos.
A minha forma de estar na vida é muito parecida com a dela, embora andássemos sempre as turras uma com a outra, nunca imaginei que sentiria a dor que senti quando em meus braços ela se despediu de mim para sempre. Ainda hoje passados 6 anos da sua morte e escrevendo estas palavras as lágrimas caiem…
Foi minha Mãe, minha Avó, minha Amiga…
Ainda hoje daria anos da minha vida para a ter comigo…
Tenho pena de ter-lhe dito tão poucas vezes o quanto a amava, o quanto precisava dela… mas a vida é mesmo assim, só pensamos no que deveríamos ter dito ou feito quando já não temos oportunidade de o fazer ou dizer.
Esta é uma homenagem que eu faço á minha Avó, que esteja onde estiver, estará sempre comigo no meu coração.
Sem comentários:
Enviar um comentário