segunda-feira, 21 de maio de 2007


Hoje foi dia de falar sobre o ciume...

Tema que ultimamente me tem atrofiado e deixado um pouco triste, mas a verdade é que o ciume ataca muito mais gente do que eu pensava, e muitas historias sao iguais, diria mesmo que quase passadas a papel quimico.

Por isso decidi pesquisar alguma sobre esse sentimento... O Ciume!

Deixo aqui uma opinião de uma psicologa, que desde ja declaro que sou 100% de acordo...


NORMAL E EXCESSIVO
Algum nível de ciúmes é necessário em todo relacionamento.

Todos nós, alguma vez, já o sentimos.

As pessoas costumam dizer que o ciúme é o tempero do amor, aquela pitada que o incrementa, mostrando que o interesse mútuo permanece aceso.

A presença de ciúmes é saudável nas relações amorosas.

O ciúme serve como um sensor, uma medida da segurança que se sente na relação.

Sua ausência, tanto quanto seu excesso, pode prejudicar o relacionamento.

No caso do ciúme normal, a honestidade e o reasseguramento do companheiro são importantes.
Muitas vezes reacções de ciúmes são esperadas, por exemplo na descoberta de uma infidelidade. Quando não há intimidade suficiente no relacionamento, o ciúmes também pode se intensificar, pois o companheiro tenta desesperadamente se orientar em uma estrada onde a sinalização não é clara e por isto testa o relacionamento constantemente.
Quando o ciúme se torna excessivo, ao invés de fazer bem ao relacionamento, acaba tendo o efeito oposto, muitas vezes afastando o companheiro. Na ânsia de não perder a pessoa amada, o ciumento cerceia seus passos e sua liberdade de tal modo, invadindo seu espaço pessoal e sua privacidade, ferindo seus sentimentos com acusações infundadas, que afrouxa os laços que os uniam. O controle que o ciumento tenta impingir ao seu parceiro vai "sufocando" a vítima do ciúme, que se afasta cada vez mais para poder "respirar". Seus actos, suas amizades, seu trabalho, seus pensamentos, suas fantasias e lembranças, tudo parecem ameaçar a segurança do ciumento. O ciúme doentio faz com que sua vítima se sinta cada vez mais ressentida com a falta de confiança do companheiro em seu comprometimento para com ele.
De modo geral, o ciúmes muito intenso é sinal de dificuldades emocionais.
A desvalorização de si mesmo, a baixa estima, é uma das causas importantes do ciúme intenso.

Pessoas seguras de si, de seu valor, costumam lidar bem com seus sentimentos de ciúmes, não se deixando levar por eles e até fazendo com que revertam em proveito do próprio relacionamento.

A segurança contra a competição é a grande arma destas pessoas. O medo da intimidade também pode ser uma das causas do ciúme em demasia, que é utilizado neste caso para distanciar o parceiro.

Outro factor que pode levar à desconfiança e ao ciúmes descontrolado é a mudança no comportamento do parceiro, que pode ser interpretada pelo companheiro como sinal de que pode estar havendo ou haver maior oportunidade de traição.

A diminuição da frequência sexual de um dos companheiros pode ser uma destas mudanças.

O aumento do rol de interesses e interacções sociais de um parceiro que "parecia sobre controle", também.

Um factor importante em todos os casos de ciúmes demasiado é a prevalência da fantasia em detrimento da realidade, que alimenta esta emoção. Pensamentos e/ou imagens distorcidos aumentam o ciúmes, o que leva a novos pensamentos e/ou imagens distorcidos, em um círculo vicioso.
O ciumento excessivo, muitas vezes, deve "perder o medo de perder, para não perder". Manter um equilíbrio entre o medo de perder o parceiro e as evidências reais de perigo de abandono é essencial para o ciúme sadio.


Kelen de Bernardi Pizol *- psicoterapia individual e terapia de casal - Butantã, São Paulo

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